Sujeito | O que é, tipos e exemplos
O sujeito, em geral, é o termo que concorda com o verbo e que vem antes dele na sentença.
Tradicionalmente, o sujeito é definido como o ser sobre o qual se diz alguma coisa.
Eu sempre durmo às 22h.
Todos os cachorros da rua começaram a latir de repente.
A bola rolava sobre o gramado.
Poder acordar tarde alegra Maria.
A laranjeira está florescendo novamente.
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O que é sujeito?
O sujeito é tradicionalmente definido como o termo sobre o qual se diz alguma coisa.
Ele pode ser um sintagma nominal (cujo núcleo é um substantivo, uma palavra substantivada ou um pronome) ou uma oração subjetiva.
Características do sujeito
Sujeito é a categoria sintática que, em geral, possui as seguintes características:
O sujeito concorda com o verbo
Uma das características do sujeito é estar em relação de concordância com o verbo.
- O menino passou a tarde toda lendo.
- Nós vamos ao cinema amanhã.
- Seu andar apressado revelava nervosismo.
No primeiro exemplo, o verbo “passar” está flexionado na terceira pessoa do singular e “o menino” também. O termo “o menino” é o sujeito da sentença.
No segundo exemplo, o verbo “ir” aparece flexionado na primeira pessoa do plural, que corresponde ao pronome pessoal “nós”. Portanto, “nós” é o sujeito.
A terceira sentença exemplifica um sujeito cujo núcleo é a palavra substantivada “andar”. O sujeito “seu andar apressado” concorda com o verbo “revelar”.
O sujeito ocorre antes do verbo
Outra característica do sujeito é vir antes do verbo na ordem da sentença.
- O professor ama a escritora.
- A escritora ama o professor.
Nas duas sentenças anteriores, tanto “o professor” quanto “a escritora” equivalem à terceira pessoa do singular, forma do verbo “amar” nas duas sentenças.
Nesse caso, o sujeito é o termo que aparece antes do verbo. Ou seja, “o professor” na primeira sentença e “a escritora” na segunda.
- Me surpreende que você ainda acredite em Papai Noel.
Aqui, o sujeito é a oração subordinada subjetiva “que você ainda acredite em Papai Noel”.
Nesse caso, ele pode também ser chamado de sujeito oracional.
Sujeito e predicado
Sujeito e predicado são os termos essenciais da oração. Ou seja, em geral, toda sentença é composta por sujeito e predicado.
Se o sujeito é o termo sobre o qual se diz alguma coisa, o predicado é aquilo que se diz sobre o sujeito.
- Ela caiu.
- Lucas e seu irmão estão dormindo.
- Os grandes ônibus turísticos se espalharam por toda a cidade.
Em geral, é possível dividir as sentenças em sujeito e predicado. Nos exemplos anteriores, “ela”, “Lucas e seu irmão” e “os grandes ônibus turísticos” são os sujeitos; “caiu”, “estão dormindo” e “se espalharam por toda a cidade” são os predicados.
Ainda que sujeito e predicado sejam os termos essenciais da oração, é possível que uma sentença seja composta apenas pelo predicado.
Por exemplo:
- Está chovendo.
- Amanheceu.
- Há quatro almofadas no sofá.
- Hoje faz quatro anos desde que mudei de cidade.
Essas estruturas são chamadas de orações sem sujeito.
Por outro lado, não é possível que uma oração seja composta apenas pelo sujeito, sem o predicado.
Tipos de sujeito
Os tipos de sujeito podem ser divididos em duas categorias gerais:
- Sujeito expresso
- Sujeito não expresso
A primeira categoria compreende os sujeitos que estão explícitos em uma sentença. Eles podem ser:
- Simples: quando têm apenas um núcleo
- Compostos: quando têm mais de um núcleo
A segunda categoria abarca os sujeitos não explícitos, que são de dois tipos:
- Ocultos: quando podem ser depreendidos da desinência verbal ou retomados no contexto
- Indeterminados: quando não podem ser identificados
Os sujeitos simples, compostos e ocultos podem também ser sentenças inteiras. Nesse caso, são chamados de sujeitos oracionais.
Há ainda o chamado sujeito inexistente, no caso das orações sem sujeito.
Podemos considerar, portanto, 6 tipos de sujeito, embora alguns grupos se sobreponham:
- Sujeito simples
- Sujeito composto
- Sujeito oculto
- Sujeito indeterminado
- Sujeito oracional
- Sujeito inexistente (ou oração sem sujeito)
Ana e Júlia compraram uma casa nova. (Sujeito composto)
Escrevi uma carta. (Sujeito oculto)
Disseram que ela já saiu. (Sujeito indeterminado)
Amanheceu. (Sujeito inexistente / oração sem sujeito)
Sujeito simples
O sujeito simples é aquele composto por apenas um núcleo.
- Cachorros latem.
- Os cachorros latem.
- Aqueles cachorros do vizinho latem.
Nesses três exemplos, o sujeito é simples, pois tem apenas um núcleo, “cachorros”.
É o núcleo que define, por exemplo, os traços gramaticais e de concordância dos elementos ligados ao sujeito.
Por exemplo:
- As ruas asfaltadas emitem mais calor.
Nessa sentença, o sujeito “as ruas asfaltadas” tem como núcleo o substantivo “ruas”. Como essa palavra é feminina e está flexionada no plural, o artigo e o adjetivo que compõem o sujeito (“as” e “asfaltadas”) também apresentam marca de feminino e plural.
O núcleo do sujeito pode ser de diferentes categorias. Na sentença anterior, o núcleo “ruas” é um substantivo.
- Eu e você nascemos no mesmo dia.
- Me entristece que você precise ir embora tão cedo.
Na primeira sentença, os núcleos são pronomes (“eu” e “você”); e, na segunda, o núcleo é uma sentença inteira (“que você precise ir embora tão cedo”).
A primeira sentença tem um sujeito composto (pois há dois núcleos) e a segunda, um sujeito simples (pois há apenas um núcleo).
Sujeito composto
O sujeito composto é aquele formado por pelo menos dois núcleos.
- Este livro e aquele caderno estão fora do lugar.
Na sentença anterior, “livro” e “caderno” são os núcleos. Portanto, podemos dizer que essa é uma sentença com sujeito composto ou com dois sujeitos.
Os núcleos do sujeito composto podem ser de diferentes categorias.
Por exemplo:
- Antônio, Maria e seu gato estão viajando.
- Tanto ele quanto ela preferem os dias quentes.
- Me agrada que você goste de silêncio e que não precise preencher cada pausa com palavras.
No primeiro exemplo, os núcleos são dois substantivos próprios e um substantivo comum (“Antônio”, “Maria” e “gato”); no segundo, são os pronomes “ele” e “ela”; no terceiro, são as duas sentenças “que você goste de silêncio” e “que não precise preencher cada pausa com palavras”.
Por exemplo:
- Pedro e Felipe chegaram atrasados.
- Dois alunos chegaram atrasados.
Na primeira sentença, o sujeito é composto, porque possui dois núcleos (“Pedro” e “Felipe”). Já a segunda, embora esteja no plural, tem sujeito simples, pois há apenas um núcleo (“alunos”).
Sujeito oculto
O sujeito oculto é aquele que não está expresso na sentença, mas pode ser recuperado pelo contexto ou por meio da desinência verbal.
O sujeito oculto é também chamado de sujeito implícito ou sujeito elíptico.
Quando ele é identificado por meio da desinência do verbo, também pode ser chamado de sujeito desinencial.
Normalmente, o sujeito oculto é utilizado para evitar repetições.
- Alcançamos o objetivo.
Nesse exemplo, o sujeito não está expresso, mas pode ser identificado por meio da desinência do verbo. Ou seja, como o verbo está flexionado na primeira pessoa do plural, o sujeito é “nós”.
A mesma sentença com sujeito explícito seria assim:
- Nós alcançamos o objetivo.
Sujeito recuperado pelo contexto
- Eu pedi um café bem forte, mas veio aguado.
Nessa sentença, o (núcleo do) objeto direto do verbo “pedir” na primeira sentença é o sujeito oculto de “vir” na segunda.
Se o sujeito estivesse explícito, a sentença ficaria assim:
- Pedi um café bem forte, mas o café veio aguado.
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Sujeito indeterminado
O sujeito indeterminado é aquele que não está expresso na sentença e não pode ser recuperado.
Em geral, emprega-se o sujeito indeterminado quando a identidade de quem se fala é desconhecida ou quando se opta por não revelar essa identidade.
O sujeito indeterminado é usado em sentenças com as seguintes estruturas:
- Com o verbo na terceira pessoa do plural
- Com o verbo no infinitivo impessoal
- Com o verbo na terceira pessoa do singular acompanhado do pronome “se” como índice de indeterminação do sujeito
- Dizem que o restaurante vai fechar. (3ª pessoa do plural)
- É obrigatório usar capacete na obra. (infinitivo impessoal)
- Dorme-se melhor com a consciência tranquila. (3ª pessoa do singular + pronome “se”)
Nesses exemplos, os sujeitos de “dizer”, “usar” e “dormir” são indeterminados, pois não estão expressos e nem podem ser identificados.
No entanto, nem sempre que há uma dessas três construções (verbo na 3ª pessoa do plural, verbo no infinitivo impessoal e verbo na 3ª pessoa do singular acompanhado da partícula “se”) o sujeito é indeterminado.
- Os vizinhos dizem que o restaurante vai fechar.
- Elas querem usar capacete na obra.
- Aqui vendem-se sonhos.
Na primeira sentença, o verbo “dizer” está flexionado na 3ª pessoa do plural, mas o sujeito, “os vizinhos”, é expresso.
O segundo exemplo é um período composto por dois verbos. O verbo “querer” na oração principal está flexionado na 3ª pessoa do plural, concordando com o sujeito expresso “elas”. Já na oração subordinada, o verbo “usar” está no infinitivo impessoal, mas o seu sujeito é obrigatoriamente o mesmo da oração principal, “elas”; portanto, não é indeterminado.
A última sentença está na voz passiva sintética. Ou seja, “sonhos” é o sujeito paciente expresso e o verbo “vender” concorda com ele. O pronome se não é índice de indeterminação do sujeito, mas uma partícula apassivadora.
Nenhum dos dois está expresso na sentença. Entretanto, o sujeito oculto pode ser identificado e o sujeito indeterminado não.
Por exemplo:
- Abandonaram o cachorro.
- O que eles fizeram foi inadmissível. Abandonaram o cachorro.
Na primeira sentença, o sujeito de “abandonar” é indeterminado, pois não está expresso nem pode ser identificado.
Já no segundo exemplo, apesar de o sujeito de “abandonar” não estar expresso, ele pode ser identificado na sentença anterior (“eles”); o sujeito aqui, portanto, é oculto.
Sujeito oracional
Quando uma sentença exerce função de sujeito, há um sujeito oracional.
Há dois tipos de sentenças que podem funcionar como sujeito:
- Orações subordinadas substantivas subjetivas
- Orações subordinadas subjetivas reduzidas de infinitivo
- Que a reunião atrase irrita Pedro.
- Falar em público assusta muita gente.
Nesses exemplos, os sujeitos são, respectivamente, a oração substantiva subjetiva “que a reunião atrase” e a oração subjetiva reduzida de infinitivo “falar em público”.
Sujeito oracional simples
- Que João fale alto incomoda Maria.
- Praticar atividade física faz bem para a saúde.
Em um sujeito oracional, o núcleo é a própria sentença. Nesses dois exemplos, portanto, os sujeitos são simples, já que cada um possui apenas um núcleo (uma sentença).
Sujeito oracional composto
- Que João fale alto e não respeite ninguém incomoda Maria.
- Praticar atividade física e comer menos açúcar faz bem para a saúde.
Aqui, como cada sujeito é formado por duas sentenças, ambos são sujeitos compostos.
Sujeito oracional oculto
- Que João fale alto incomoda Maria e irrita seus colegas.
- Praticar atividade física faz bem para a saúde e aumenta a longevidade.
No primeiro exemplo, “que João fale alto” é o sujeito expresso do verbo “incomodar” e o sujeito oculto do verbo “irritar”.
No segundo exemplo, “praticar atividade física” é o sujeito expresso do verbo “fazer” e o sujeito oculto do verbo “aumentar”.
Sujeito inexistente ou oração sem sujeito
Em uma oração sem sujeito, ou com sujeito inexistente, não há um ser que realize ou experiencie o que é descrito no verbo, ou seja, não há sujeito.
Em uma oração sem sujeito, o verbo está sempre flexionado na 3ª pessoa do singular.
Em geral, uma oração pode ter sujeito inexistente nas seguintes estruturas:
- Com o verbo “haver” como sinônimo de “existir”, “acontecer” ou de tempo
- Com os verbos “fazer”, “passar” e “ser” com referência a tempo
- Com verbos que expressam fenômenos da natureza
- Há muitas respostas possíveis.
- Faz cinco anos que estamos juntos.
- Chovia sem parar.
Nesses três exemplos, o sujeito é inexistente.
Na primeira sentença, o verbo “haver” tem sentido de “existir” e, na segunda, “fazer” faz referência a tempo. Na terceira sentença, há um verbo que indica fenômeno da natureza: “chover”.
Nos três casos, o verbo está na 3ª pessoa e não varia em número. Ou seja, permanece sempre no singular.
Em uma oração sem sujeito, por outro lado, ele não está expresso porque não existe.
Resumo dos tipos de sujeito
Existem seis tipos de sujeito: simples, composto, oculto, indeterminado, inexistente e oracional.
| Tipo de sujeito | Definição | Exemplo |
|---|---|---|
| Simples | Tem apenas um núcleo. | Este livro está fora do lugar. |
| Composto | Tem mais de um núcleo. | Este livro e aquele caderno estão fora do lugar. |
| Oculto | Não está expresso, mas pode ser identificado. | Falei com eles ontem. Disseram que o restaurante vai fechar. |
| Indeterminado | Não está expresso e não pode ser identificado. | Disseram que o restaurante vai fechar. |
| Inexistente | Não existe. | Chovia sem parar. |
| Oracional | Uma sentença inteira na posição de sujeito de outra sentença. | Que João fale alto incomoda Maria. |
Esta tabela com o resumo dos tipos de sujeito também está disponível para baixar.
Tipos de sujeito: PDF para download
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Perguntas frequentes sobre sujeito
- Qual é a relação entre verbo de ligação e predicativo do sujeito?
-
O verbo de ligação é o elo entre o sujeito e o predicativo do sujeito em um predicado nominal.
Por exemplo:
- Helena é médica.
Nessa sentença, “médica” é o predicativo do sujeito, que modifica “Helena” por intermédio do verbo de ligação “ser”.
- O futuro parece incerto.
- Ele está triste.
- Elas tornaram-se grandes atletas.
- O portão permaneceu fechado.
- Os preços continuam muito altos.
Se conceitos gramaticais como predicativo do sujeito ainda parecem difíceis de compreender, converse com o Chat IA do QuillBot e tire suas dúvidas.
- Quando o “se” indica um sujeito indeterminado?
-
O pronome “se” indica que a frase possui um sujeito indeterminado quando ocorre nas seguintes construções:
Com verbo intransitivo
- Morria-se muito cedo na Idade Antiga.
- Nesta família, acredita-se no diálogo.
Com verbo de ligação
- É-se mais criativo quando criança.
Nesses casos, o pronome “se” é chamado de índice de indeterminação do sujeito.
Nas construções com índice de indeterminação do sujeito, o verbo não concorda com o sujeito e está sempre flexionado na 3a pessoa do singular.
Exemplo:
- Precisa-se de novos professores.
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- Como descobrir a diferença entre pronome apassivador e índice de indeterminação do sujeito?
-
Quando o verbo concorda com o sujeito paciente, então trata-se de pronome apassivador.
Sujeito paciente é o sujeito que sofre a ação do verbo, não executa.
- Alugam-se apartamentos mobiliados.
O verbo “alugam” concorda com “apartamentos”, que é o sujeito paciente da ação, pois sofre a ação do verbo.
Quando o verbo está na 3ª pessoa do singular e não é possível identificar o sujeito, o “se” é índice de indeterminação do sujeito.
- Precisa-se de funcionários.
“Precisa” está na 3ª pessoa do singular, não concorda com “funcionários” e “funcionários” não sofre a ação do verbo.
Também não se sabe quem precisa de funcionários, ou seja, o sujeito é indeterminado.
Se você quiser saber mais sobre o funcionamento da gramática, como o uso do pronome apassivador e do índice de indeterminação do sujeito, você pode tirar dúvidas com o Chat IA do QuillBot.
- Qual é a diferença entre sujeito e objeto?
-
Sujeito e objeto são elementos ligados ao verbo. A diferença entre eles pode ser:
Estrutural:
- O sujeito concorda com o verbo em número e pessoa; o objeto não precisa concordar com o verbo.
- Normalmente, o sujeito aparece antes do verbo e o objeto, depois.
Ou de significado:
- Em termos gerais, o sujeito é aquele que executa ou experiencia a ação descrita pelo verbo e o objeto é o elemento sobre o qual recai essa ação, complementando o sentido do verbo.
- A mulher abraçou a criança.
Nessa sentença, o verbo “abraçou” está flexionado na terceira pessoa do singular. O termo “a mulher” também está na terceira pessoa do singular, em relação de concordância com o verbo.
“A mulher” está antes do verbo e “a criança”, depois.
“A mulher” é quem abraça e “a criança” é quem é abraçada.
Portanto, “a mulher” é o sujeito e “a criança” é o objeto.
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Miliorini, R. (23 de março de 2026). Sujeito | O que é, tipos e exemplos. Quillbot. Acessado e 25 de março de 2026, em https://quilbot.smservicestools.com/pt/blog/sintaxe/sujeito/